Aos 152 anos de emancipação e com o respaldo de ser um dos maiores portos do Brasil na movimentação de contêineres na atualidade, Itajaí tenta manter viva sua herança deixada pelos colonizadores portugueses. É difícil acompanhar a modernidade sem abrir mão do passado. Mas os resquícios deixados pelos imigrantes são facilmente identificados e trazem à tona a origem desse povo, cuja mistura com outras etnias é de fácil identificação. Itajaí ganhou notoriedade nacional por conta de seu desempenho econômico e turístico e acabou recebendo uma legião de migrantes de outros locais do país. Mas faz questão de manter viva sua história.

Da tradição da pesca ao jeito de ser e de falar, a cidade localizada no Litoral Centro-Norte de Santa Catarina está entre as maiores de Santa Catarina. Quando o assunto é pescado, por exemplo, a atividade (forte herança vinda de Portugal) é a mais reconhecida em território nacional. Itajaí concentra uma grande quantidade de embarcações, empresas de comercialização e processamento.
Com foco das atividades principalmente na pesca industrial, recebe anualmente mais de 900 embarcações não só de Santa Catarina, mas também do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e, eventualmente, até de estados do Nordeste. A região conta ainda com uma infraestrutura com estaleiros, fornecedores de combustível, gelo, insumos como redes, cabos, equipamentos eletrônicos e demais itens de aplicação na pesca.


A cidade de colonização portuguesa é responsável pelos maiores volumes desembarcados em Santa Catarina, com totais de 69 mil toneladas até agosto em 2011, 93,5 mil em 2010 e 113,1 mil em 2009, segundo dados do Grupo de Estudos Pesqueiros da Univali. Os números respondem por mais de 80% da produção industrial da pesca nacional. O estudo revela ainda que a produção total desembarcada em Santa Catarina em 2009 é o segundo maior valor registrado nas últimas duas décadas.

(fotos: Nelson Robledo)

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